sexta-feira, 18 de março de 2011

Lana -Rainha das Amazonas-1964


O Brasil não é um país sério, disse um grande filósofo e poeta francês, há décadas atrás. E a julgar pelos filmes realizados por cineastas de todas as partes do mundo, tendo como cenário nosso país, a conclusão é que o dito filósofo deve ter assistido a vários desses filmes. Essa modalidade de filme deveria constituir, no meu ponto de vista, um gênero à parte. Ainda estou catando e compilando os filmes realizados nessa praia. Até agora, sem exceção todos retratam Pindorama de maneira estrambótica e bizarra. Desnecessário dizer que os filmes resultam em produtos quase sempre hilários e curiosos. Vou, na medida do possível ,relembrando alguns deles aqui nesse cantinho . Os mais recentes como “Anaconda” ou “turistas”, são por demais conhecidos e divulgados e serão omitidos. Destacarei os mais obscuros e bizarros.
“Lana – A Rainha das Amazonas”, por exemplo, é um primor de bizarro. A produção é alemã. O diretor é de origem húngara, Geza Von Sziffra, mas o IBMD indica que o nosso brasileiro, Cyl Farney, foi codiretor. Nos créditos do filme não vi seu nome, mas deve ter participado mesmo.
O filme está dentro da tradição das expedições às selvas, realizados em penca, durante décadas. E aqui temos dois alemães, o cientista e seu ajudante, que estão em busca do lendário reino das amazonas. No meio do caminho encontram um bando de pilantras, comandados pelo ator brasileiro Átila Iório. E um dos seus comparsas é nada mais nada menos, que o nosso digníssimo Dedé Santana! Ele ainda assinava como Adalberto Silva. Por força das circunstâncias os dois grupos, com interesses distintos se unem e chegam ao reino das amazonas. E a rainha era uma loira(claroooooo) e alemã, ainda por cima. Coisas de cinema. Outra figuraça do nosso cinema pode ser percebida ao longo do filme: Zezé Macedo, tida como a mulher mais feia da TV e do cinema brasileiro. E ela faz papel de índia e ainda por cima, está seminua! A tal rainha das amazonas, foi interpretada por uma alemãzinha inexpressiva e que parece que acabou de sair de um salão de beleza. Talvez na selva as amazonas tivessem um à disposição.. Num filme desses tudo é possível. Exageros a parte o filme consegue manter o interesse até o fim, nada muito surpreendente é verdade, mas o resultado final tem sua graça.

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